Viagens
Ilhabela - 2015 - Finados


Seis dias. De Quinta Feira até Terça Feira. Mini férias. Minhas preces foram atendidas. Parece mentira. Local definido para essa folga: Ilhabela. Faz tempo que queríamos conhecer as praias de lá. Previsão do tempo: a temível CHUVA. Quinta, Sexta e Sábado, chovendo. Só Domingo teria sol. Vamos arriscar. Já perdemos muitos passeios por conta de previsões erradas.

O que conheço desta ilha? Nada. Apenas ouvi falar que tem praias maravilhosas. Dou uma olhada geral no mapa da ilha, parece promissor. Ligo pra meia dúzia de pousadas, todas lotadas, menos as que cobravam uma perna ou um rim por diária. Resolvemos pegar a barraca e apetrechos e acampar, peguei alguns endereços de campings, um pareceu interessante.

Saímos na quarta à noite, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, depois do trabalho, depois de arrumar e acomodar tudo no carro.  Dormimos em Brotas (SP), para quebrar a viagem de pouco mais de 700km em duas partes. Na quinta cedo, (não tão cedo assim) saímos, passamos por Águas de São Pedro (combustível e um cappuccino) e fomos até Piracicaba. Costumo fazer esse caminho para evitar pedágios, a estrada é boa e o tráfego não é pesado. A ideia era descer até o Guarujá e pegar a estrada Rio-Santos para São Sebastião. Chegando em Piracicaba, sempre bem recebidos pelos inúmeros radares da cidade, decidimos que seria melhor jogar no GPS e deixar o aparelho nos guiar pelas estradas principais sem passar pela capital. Que erro. Se eu fosse por Sorocaba, iria pegar quatro pedágios, dos quais três custam por volta de R$ 3,00. Mas nosso amiguinho digital nos levou pela Dom Pedro, a cada 20Km tem um pedágio que custa entre R$ 7,00 e R$ 8,00. Mais pedágios de estradas desconhecidas. Ainda tivemos que ir até Caraguatatuba e voltar para São Sebastião. Acabamos demorando o mesmo tempo e gastamos ainda mais.

A Balsa. Quinta feira, após o almoço, pouquíssimas pessoas à frente. Mas isso não impediu de esperar uma hora para conseguirmos embarcar. Fora a falta de educação tremenda de um caminhão que se jogou na nossa frente e quase batemos. Depois ainda tivemos que esperar por que esse caminhão quebrou na hora do desembarque (instant karma?). Bom. Não era isso que iria tirar nosso bom humor. Início de férias relâmpagos, sem pressa, sabíamos que não dava tempo de ir até a praia nesse dia. Como o camping que escolhemos, Flamboyant, ficava na parte sul da ilha, resolvemos tentar ver se tinha alguma pousada na parte norte. Ao vivo foi até pior, as pessoas chegaram a rir da nossa cara quando perguntamos se tinha vaga. Quando achamos vagas, os preços variavam de R$ 400,00 a R$ 800,00 a diária do quarto. Algumas pousadas, com preços acessíveis, eram bem menos atrativas do que a ideia de acampar em qualquer outro lugar.

Decidimos voltar para o sul. Por telefone, o dono da Flamboyant nos disse que o preço seria R$ 27,00 por pessoa, um valor razoável pois não iríamos nos divertir ali, apenas usaríamos para banho, alguma comida e dormir. No caminho paramos em várias outras pousadas, sempre com o mesmo resultado.

Por fim, chegamos ao camping. Logo na entrada, uma subida (e que subida) feita de pedras. Achei que o carro, mesmo sendo 2.2, não iria conseguir subir. Mas subiu. Não escorregou tanto quanto imaginei. Parei o carro logo na entrada. Desci e vi uma área plana, mais ou menos uns quarenta por vinte metros, toda de grama. Rodeada de mata selvagem por dois lados, a entrada pelo terceiro lado e por fim uma estrutura mais acima do nível pelo outro lado. Chamamos e ninguém respondeu. Descemos do carro e os borrachudos nos recepcionaram. Dizem que coceira na mão traz dinheiro, então abençoei aquele mosquito que conseguiu a proeza de me picar bem na palma da minha. Voltamos pro carro pra passar repelente. Depois de uns dez minutos, descemos de novo. Fomo conhecer o local. Uma palavra descreve bem o camping: RÚSTICO. Banheiro limpo, cozinha limpa, mas tudo dava a impressão de estar ali há mais de 30 anos. Entramos na cozinha, cozinha compartilhada, churrasqueira (alguns tijolos no chão e uma grelha suja), fiação passando por cima do campo das barracas, tomadas descobertas ao tempo, mesmo debaixo de chuva. Ainda assim, o que vale a pena são nossos equipamentos, barraca impermeável, tenda gazebo, colchão macio... Então esperamos.

Depois de uma hora e quarenta minutos, cansamos de esperar. Não iríamos armar nossa casa móvel sem falar com o proprietário. E ainda queria conversar com ele para baixar o valor para R$ 25,00 por pessoa. Decidimos ir um pouco mais pra frente, voltaríamos mais tarde. Uns dois ou três quilômetros mais pra frente, minha esposa viu uma placa “Aluga-se suítes”, com piscina, ar condicionado, geladeira, micro-ondas, etc. Como tínhamos que passar o tempo, decidimos parar.

Um rapaz super simpático, Douglas, veio nos receber, estava arrumando alguma parte da pousada. Perguntamos o preço, ele disse R$ 150,00 o quarto. O valor não é alto, mas estava fora do nosso orçamento, perguntamos quanto faria para os 5 dias, um pacote, ele baixou para R$ 120,00. Daí decidimos conhecer.

Quão agradável surpresa nos esperava. São sete quartos de frente para o mar, com cozinha, banheiro, geladeira, micro-ondas, fogão, ar condicionado e uma TV flat 32 polegadas em cada quarto, fora uma churrasqueira comunitária que poderíamos usar se quiséssemos.

Quem nos mostrou os quartos foi a Dona Flora, mãe do Douglas, também uma simpatia de pessoa. No fim do corredor, ela disse que tinham acabado de fazer mais um quarto, de vidro. Na verdade com uma janela enorme, de vidro, e uma porta que pegava quase toda uma parede, dando para uma pequena sacada, tudo de frente para o mar. Minha esposa se apaixonou, mas sabia que estávamos com o orçamento apertado, então não me disse nada (como se eu não conhecesse ela). Voltamos para fora falar com o Douglas e falamos a verdade. Estávamos com o orçamento apertado, e tínhamos visto outras pousadas por R$ 100,00 a diária. (Minha esposa não gostou do ambiente delas), que estávamos prontos para acampar, mas se ele fechasse por R$ 100,00, nós ficaríamos.

Ele pensou, e como ainda não começara a alta temporada, fechou conosco nesse valor. Ainda ofereceu para ficarmos na suíte de vidro. O único “problema” é que ele não aceita cartão, então voltamos para o centro, o que naquelas vias estreitas, demorou quase uma hora de carro. Retirei o dinheiro no banco, depois passamos no mercado (que foi surpreendentemente grande e com preços acessíveis, mesmo na praia) para nos abastecermos. Voltamos quase nove horas da noite, nos instalamos e ainda deu tempo de fazer uma janta caseira.

Na sexta feira, acordamos cedo (quase dez horas da madrugada), comemos um café da manhã tardio e resolvemos ir conhecer a Praia do Curral.  Uns 5km à frente, o trânsito parou. Desci do carro e fui ver. Um acidente. Um caminhão não conseguiu fazer a curva e bateu na lateral de um ônibus. Via completamente fechada, como teve vítimas (não fatais), precisou da perícia ir até o local. Resultado, perderíamos a manhã ali isolados.

O trânsito nessa ilha é revoltante. Não são os turistas que fazem isso, e sim os moradores. Nenhuma moto respeita os outros veículos, vi vários motoqueiros se salvando de bater de frente com outro carro, vi uma moto ultrapassando em local proibido e tendo que se jogar na calçada oposta para escapar, só não caiu porque tinha uma tampa de bueiro que se transformou em rampa. Também vi um carro com a frente destruída por uma moto que não conseguiu voltar para seu lado a tempo. Os carros colam na sua traseira, mas o pior são os ônibus e caminhões, andando bem acima da velocidade máxima e fazendo as curvas invadindo as já estreitas pistas na contramão. Tem que frear o tempo todo para não se envolver em acidente.

Voltando à manhã da sexta feira, que contrariando a previsão do tempo, estava ensolarada, decidimos ir para a única atração que tinha daquele pedacinho de ilha: a trilha do Bonete (Estava tão escorregadia, que deveria se chamar trilha do SaBonete). Não estávamos preparados para a trilha, eram 14 quilômetros, deixaríamos para ir outro dia, de manhã bem cedo. Mas tinha uma cachoeira perto, dava pra ter um gostinho. Paramos o carro do lado de fora do parque. Do outro lado do estacionamento, o que não impediu de o dono do estabelecimento vir correndo quando nos viu parando. Ficou rodeando o tempo todo, falando sobre a trilha, sobre a praia, etc. Não nos deixou em paz para arrumar uma mochila e levar algumas coisas. Depois de muito falar, mesmo eu dizendo que não ia fazer a trilha, só iria dar uma volta ali, ele disse que cobrava R$ 15,00 pra olhar os carros na rua. Olhar o quê? O malandro fica dentro do estacionamento dele, não tem visão dali de fora, apenas da ladeira em que chegam os carros. Não se contenta em ser o único estacionamento dali? A rua é pública. Mesmo assim, declinamos com educação, dizendo que não iríamos demorar, e que o carro tem uma câmera que grava o que acontece com ele (temos uma dash cam, mas só ligo quando a chave está no contato). Ele fez cara que não entendia como uma pessoa podia recusar que ele olhasse o carro... Deixa pra lá. Depois descobri que tem mais flanelinha nessa ilha que ambulantes na vinte e cinco de março em SP.

Não estávamos preparados para uma trilha, e ainda com o tiozinho flanelinha enchendo o saco, esquecemos o repelente dentro do carro. Só percebemos meia hora e dez picadas depois. De bermuda e chinelo, iríamos entrar pouco mais de dois quilômetros até a Cachoeira da Lage. Como é ruim não estar preparado. A chuva dos últimos dias deixou a trilha enlameada e escorregadia. Demoramos quase duas horas para chegar na cachoeira. O local era até bonito, mas chamar de cachoeira é um exagero turístico, pequenas quedas que se formam pela grande quantidade de pedras que tinha ali. A água estava mais gelada que a que tirei da geladeira pela manhã. Doeu o pé, agora cheio de pontinhos vermelhos, só de lavar para tirar o barro.

Voltamos. Talvez a decepção ou por ter pegado o jeito da trilha, foi bem mais rápido. O tiozinho nem viu quando nós entramos no carro, só apareceu a cabeça quando demos partida (sabia que ele não iria nem olhar pro carro). Ainda eram umas duas horas da tarde, decidimos ir até a praia do curral, caso a via estivesse livre. Estava. Chegando à praia, os flanelinhas se jogavam na frente do carro apontando estacionamento ou lugares vagos na via para estacionar. Ignorei quase todos, menos os que eu atropelaria se não freasse, passei em frente à praia e subi na primeira rua lateral que vi. Um quarteirão acima achei um bom ponto para estacionar, sem ninguém para “tomar conta” do meu carro. Peguei duas cadeiras, uma bolsa térmica relativamente pequena e a  mochila. Chegando na praia achamos uma árvore enorme que fazia uma sombra bem fechada, estendemos uma esteira que levamos na mochila, a qual colocamos por cima dela para segurar do vento, armamos as cadeiras e sentamos um pouco para relaxar. Cinco minutos depois, já com o protetor solar espalhado sobre o corpo (esse é um dos mais maravilhosos produtos já inventado pelo homem), pulávamos na água, gelada a princípio mas rapidamente nossos corpos se acostumaram à temperatura. Por ser voltada para o continente, a praia tinha poucas ondas, mas o mar não era tão calmo, haviam marolas o tempo todo. Foi bem divertido. Fomos aos dois extremos da praia, tiramos algumas fotos, deitamos nas cadeiras, lemos, comemos algumas bobeiras, depois voltamos à água, onde ficamos até quase o final da tarde, quando começou a ventar bastante.

Voltamos para nosso QG. Banho tomado e repelente passado, resolvi contar quantas picadas eu levei. Nesse dia descobri como esses bixos são organizados. Foram 16 picadas em cada pé. Mas duas picadas em cada perna. Isso só em mim. Ainda recebi uma picada na sola do pé nessa noite. Nunca imaginei ter que passar repelente na sola do pé. Como coça. Não aguento e coço todos os pontos vermelhos. Depois me deito e ignoro as chamas queimando essas picadas, até que elas se apagam. Como é bom comer comidinha caseira e dormir sob o ar condicionado depois de estar quente da praia.

No sábado, perguntamos para a Dona Flora (Mãe do Douglas, lembram?) sobre as praias, quais eram boas e tal. Ela nos indicou uma praia chamada Praia do Julião. Ficava alguns quilômetros pra frente do Curral, ainda na região sul da ilha. Fomos direto lá. Depois de quase atropelar alguns flanelinhas no Curral, descobrimos que no Julião era a mesma coisa. Achei uma rua lateral e parei o carro lá. Dessa vez descemos até a praia para ver como era. Um caminho bonito, de uns trezentos metros, cimentado e com corrimões de madeira nos levaram ate a praia. Durante essa caminhada, comecei a sentir uma dor no pé, naquela parte carnuda da sola logo depois do calcanhar, que pega pelo lado de fora, sem chegar aos dedos. Só no pé esquerdo. Voltei ao carro e além daqueles apetrechos, resolvi levar a tenda gazebo, 3mx3m, já que nessa praia a sombra estava cheia de gente.

Tenda montada, demos uma volta, tiramos fotos, meu pé começou a doer muito, mas isso não impediu de pular na água. Se não forçar, não dói. Ficamos na água, saí e fui ler um pouco, aproveitamos o dia todo ali, até começar a ventar bastante. A maré começou a subir, decidimos tirar a tenda e colocar mais acima um pouco, mas tinha tanta gente perto que fomos obrigados a desmontá-la toda e remontar bem mais pra trás. Feito. Ficamos mais algumas horas ali.

Estávamos planejando visitar o centro histórico da cidade naquela noite, mas estávamos cansados, meu pé doía bastante, era muito longe. Então, de comum acordo, decidimos que iríamos direto ali da praia até o centro. Foi uma decisão bem acertada. O centro ficava na outra ponta da ilha. Demorou bastante para chegar, já estávamos para desistir quando chegamos. O lugar é agradável, não sei se foi por causa do meu pé que doía muito ou se o local contribuiu para isso, mas me decepcionei. Tudo lá é muito caro. Já fui em muita praia para saber que as coisas são mais caras, mas ali é um exagero. Primeiro restaurante que olhei, Os pratos em promoção ficavam R$ 140,00 por pessoa. Isso mesmo. Cento e Quarenta Reais. Imagino que algumas pessoas achem esse preço normal, mas para mim não é. Aqui na minha cidade, um rodízio de carnes custa a partir de R$ 25,00 por pessoa, em churrascarias boas. Uma pizza, que estou acostumado a pagar R$ 35,00 estava custando R$ 89,00... E não acredito que esses preços se devem à excelente qualidade do lugar, pois pareciam razoáveis, mas sim porque o local recebe muitos turistas estrangeiros. Alguns cruzeiros aportam ali. Uma saída de praia, que custa R$ 30,00 em São Sebastião, logo cruzando a balsa, era vendida por R$ 70,00. Mesmo assim, comemos alguma coisa por ali antes de voltarmos para “nossa casa”. Anti-inflamatório melhorou bastante meu pé, parecia ter curado. Talvez pudéssemos fazer uma trilha no domingo...

Domingo. A previsão dizia tempo ensolarado, sem nuvens. Era o dia que tínhamos guardado para ir ao Bonete ou à Castellanos. Ou ainda Praia da Fome, no extremo norte da ilha. Acordo Sete horas da manhã, como faço todos os dias, apenas para ver o céu preto e a chuva forte batendo na janela do quarto. Volto a dormir mais uma vez. Acordo novamente quase meio dia. Céu continua escuro, chuva diminuiu, mas não parou. Meu pé voltou a doer. Bastante. Entendi. Nada de trilhas. Dessa vez faço eu a comida, passamos o dia todo deitados assistindo TV, eu tinha levado um HD externo cheio de filmes e séries, que conectei à TV, resolvemos descansar para valer,  tentar recuperar meu pé e as pernas de minha esposa que também começaram a doer. Não saímos da nossa suíte naquele dia. Só nós e os pernilongos. Eles gostaram tanto da gente que nos acompanharam o tempo todo, deixando pequenas marcas em qualquer centímetro que não passássemos repelente, assim poderíamos nos lembrar de quão unidos éramos.

Segunda. Sete horas. O céu preto e chuva forte. Pensei: Perdi meu último dia na praia? Volto a dormir. Acordamos pouco depois das nove. Decidimos aproveitar esse dia na praia, mesmo se chover, pois estava calor. Bonete, Castellanos e Fome estavam fora de cogitação. Mar agitado e trilhas escorregadias. Voltamos ao Curral. Armamos nossas tralhas debaixo daquela árvore. Andamos na praia, mesmo com meu pé ainda doendo, tiramos fotos e filmamos. Nos sentamos, lemos, andamos novamente, sem coragem para entrar na água. Com a chuva dos últimos dias, a água estava insanamente mais gelada, o vento que vinha do continente também aumentou, não tivemos coragem de entrar ne quando um tímido sol apareceu. Ficamos por ali até o final da tarde. Mesmo sem a água, a areia sob nossos pés é um santo remédio, tira um pouco do stress acumulado, melhora o humor e auto estima.

Terça Feira. Mais de 700Km até em casa, e eu ainda queria passar na capital e comprar algumas coisas. Além do que se fosse pelo Guarujá, iria desviar daquela Dom Pedro dos Pedágios... me senti como se viajasse junto com a Dilma, tendo meu dinheiro sorrateiramente tirado de mim de pouco em pouco tempo. Acordei 6h da manhã. Pisquei. Acordei 7h da manhã. Arrumamos as coisas, deixamos nosso ninho umas 8:30 da manhã. Não encontrei nem o Douglas nem a D. Flora, mas deixamos tudo o mais arrumado possível e fomos. Dessa vez a balsa foi rápida, não demorou 5 minutos para embarcar. Saímos da balsa e descemos para o sul. Balneários, vilas e três horas depois ainda estávamos no município de São Sebastião. Talvez o caminhão da Skol com velocidade controlada na nossa frente, talvez o medo de andar na chuva de vários motoristas no caminho, talvez o Haddad tenha diminuído a velocidade da Rio-Santos para 50 km/h, o fato é que não conseguíamos sair desse município. Até que chegamos em Bertioga. Vi uma placa dizendo “São Paulo – Rota Alternativa | Mogi-Mirim”. Liguei o GPS e mirei nesse rumo. Às vezes eu odeio meu jeito que querer descobrir novos rumos. Cidade após cidade, trânsito lento, congestionamentos, acidentes, lerdos em geral. Cheguei no Shopping Center Norte, perto da estação Tietê, quase duas horas da tarde. Ali comemos algo, usamos banheiro, estacionamos o carro e nos dirigimos ao metrô. Direto até a São Bento, minha esposa queria tecidos e pedrarias, eu algumas bugigangas, ficamos por ali até a hora de fechar.  Voltamos, nos abastecemos e saímos para o rumo de casa, pouco depois das 19h. O trânsito estava bom, apesar dos 50km/h ou 70km/h da via central na Marginal Tietê. Fizemos o caminho que desvia dos pedágios Sorocaba – Itu – Piracicaba – Águas de São Pedro – Dois Córregos – Jaú – Ibitinga – Novo Horizonte – Urupês – Casa. Chegamos três horas da madrugada.


em 10/11/2015 às 08:53
426


Comentários

Dia 10/11/2015 às 12:38h, Maria Aurea escreveu:
É preciso saber viver !!! Vocês sabem !!!! Amei...



Digite o código abaixo:

verification image, type it in the box





Desenvolvido por
2016 - Todos os direitos reservados